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Mostrando postagens de setembro, 2021

um post atrasado sobre o dia em que retirei o meu siso

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Eu fiz a extração do meu siso no ano passado (risos) durante a quarentena, quer dizer, antes do meu estágio presencial voltar. Escrevi esse texto na época e nunca postei porque o tempo passou e eu achei que não fazia mais sentido. Hoje revirando rascunhos antigos encontrei esta pérola, e acho que merece ser postada (mais risos).  A situação do meu siso estava um pouco complicada porque o dente estava incluso e "deitado". Por isso o dentista achou melhor me sedar para a cirurgia, que demorou quase duas horas. Eu (de cara inchada) e o chefe da equipe de enfermagem que cuidou de mim. Também faziam parte da equipe a minha mãe e minha avó Tomei um Midazolam e por causa disso tive amnésia. Lembro apenas de flashs da cirurgia. Quando cheguei em casa dormi um pouco, e ao acordar e olhar minhas anotações do Notion percebi que eu tinha escrito um poema. Segue trecho: O post todo foi um pretexto para divulgar meu poema, mas já que estou aqui vou contar sobre a recuperação ta...

Livro | A coragem de ser imperfeito (Brené Brown)

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Essa leitura foi uma indicação da minha psicóloga. Trata-se de um livro que disseca os temas vulnerabilidade e vergonha. Bom, daí você porque que a minha psicóloga me indicou ele.  A autora nos convida a abraçar nossas vulnerabilidades e tentar contrapor os desafios. Vai dar medo de falhar? Sim. Mas, como diria Roosevelt, se falharmos falharemos com ousadia. Como seres humanos a nossa principal premissa é estabelecer vínculos, e relações humanas genuínas só podem ocorrer no terreno da vulnerabilidade, quando nos sentimos seguros para nos entregarmos realmente. A vergonha nos leva a reagir de forma desproporcional, negativamente, com raiva. A partir da leitura deste livro - e acredito que também por causa da minha terapia cognitiva comportamental - consigo perceber com mais clareza os momentos em que sinto essa vergonha, essa sensação de não ser boa o bastante, de ter cometido um erro, que é algo além de sentir culpa por uma coisa específica, mas um sentimento de inadequação que per...

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Posso dizer que minha rotina mudou bruscamente desde que me mudei temporariamente para um lugar onde não conheço praticamente ninguém, iniciar um estágio de uma área a qual não sou muito afeiçoada - na verdade tinha grande resistência, mas é um estágio obrigatório, e creio que preciso trabalhar melhor as áreas as quais tenho menos afinidade.  E quais são as áreas com as quais tenho afinidade? Difícil. Outro dia fui a um evento a convite da minha mãe - primeiro evento a que compareço desde o início da pandemia. E quando as pessoas começaram a me perguntar qual especialidade eu queria seguir inventei de dizer "geriatria". Porque quando digo que ainda não sei, bate uma bad. E por um dia eu queria fazer de conta que sei o que quero da vida.  Continuo sem saber o que quero da vida, com a consciência de que o tempo está passando e estou cada vez mais perto do final de um ciclo. Mas naquele dia, fazer de conta me deu um alívio danado. E sabe a área que eu não tinha assim tanta afini...

#medbikini

Qual é a função da ciência? Na minha visão das coisas a ciência deve contribuir para a sociedade com informações confiáveis e relevantes. Produzir ciência é requer investimento, de tempo, de dinheiro, de dedicação.  E me deixa muito triste e revoltada perceber os rumos da nossa ciência, produzindo conteúdo inútil, irrelevante, e que infelizmente é a cara da nossa sociedade. Uma sociedade sexista, elitista e que obedece uma lógica produtivista absurda.  Na última semana um artigo ganhou bastante notoriedade. Trata-se do "Prevalence of unprofessional social media content among young vascular surgeons". O objetivo do artigo é avaliar a extensão do conteúdo não profissional das mídias sociais entre residentes em cirurgia vascular. E o que seria esse conteúdo não profissional? Varia. E o mais revoltante são os chamados potencialmente não-profissionais, que incluem fotos em redes sociais segurando bebidas alcoólicas ou usando trajes inapropriados. Eu fico tentando imaginar esses ci...

Sobre um dia em que eu gritei porque já estava guardando demais

Porque será que eu sinto toda essa dor?  Preciso dizer para mim mesma que é justificável. Que não é desproporcional. A vida toda eu me senti desproporcional, e inadequada por sentir tanto. Cá estou rodeada de sofrimento. Sentindo as costas, o peso, o cansaço no fundo dos olhos, o sono não reparador. Mas porque?  porcausadaminharelaçãofamiliarcomplicadaedaspessoasquemecobrammasnãofazemomesmopormimpelotantodemmortesquetemocorridoequecadavezmefazemrefletiracercadafinitudedavidaetodaapressãoquetenhosentidoagoratãopertodeformaresensaçãodenãosercapazdeserumaboaprofissionalepelolutoquenãomepermitovivermeudeusaminhatiamorreueunãomeautorizeiasentirissopeladistâncianãomeautorizeiasentirissojuntocomaminhafamíliaelogologovouprecisarmemudareseiqueopróximorodízioéomeupontofracoéoqueeumenostenhoconfiançachegoemcasasempretãocansadasemvontadedefazernadaanãosertomarbanhoedormirseráqueissojustifica? Será que justifica?

Livro | Matéria Escura (Blake Crouch)

Vez ou outra preciso de um livro eletrizante que me faça lembrar dos tempos de adolescência quando eu não tinha nada o que fazer e terminava livros de suspense em um dia porque simplesmente não conseguia largar o livro. A sensação Matéria Escura é essa.  O nosso protagonista, Jason Dessen, tem uma vida feliz sendo casado com Daniela que tanto ama, com seu filho adolescente, sua carreira como professor de física em uma faculdade local. Tudo está maravilhoso, mas será que poderia ser melhor?  Certo dia Jason é sequestrado e acorda em um mundo onde ele nunca casou com Daniela. E é a partir daí que a eletrizante história se desenrola. Bebendo da fonte da física quântica e da teoria do multiverso - explicado de uma forma que até eu consegui entender - temos na mão uma dinâmica de ação e suspense, permeada por reflexões tocantes acerca do amor do protagonista pela sua família, sobre as escolhas que fazemos no decorrer da vida, e sobre o que nos torna únicos. Tudo leva a crer que mi...

Na roça

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Depois de uns 3 anos sem ir em Piritiba, já estava com saudades de meu avô. No último final de semana fui fazer uma visita. A viagem de quase quatro horas passou tranquila porque eu baixei vários episódios de podcast pra ir ouvindo no caminho. Atualmente me encontro viciada em "Não Inviabilize" e em "É você Satanás?".  A visita foi rápida, apenas um final de semana. E eu estava anormalmente cansada. Mas de qualquer forma foi muito bom. Eu adoro ir pra Piritiba, podem se passar anos e anos, mas é incrível como tudo continua no mesmo lugar.  Este post é na verdade uma desculpa pra eu postar essas fotos da roça.