Faz tempo. E eu nem lembrava quanto. Na verdade faz menos tempo do que eu pensava. E isso nem é importante mesmo. Só me deixa ter direito a um pouquinho de futilidade. Eu tenho esse direito, não tenho? O direito de não fazer sentido. Se tenho, me deixa aproveitar dele hoje. Não estou afim de ser direta. O dia-a-dia já me obriga a ser direta o suficiente. E a obedecer as normas cultas o suficiente. Eu tenho esse direito, não tenho? O direito a uma licença poética. Não sempre, só de vez em quando mesmo. Já não lembro mais das minhas motivações. Vim aqui corrigir uns erros imaginários que nem são tão importantes assim.
Comecei a leitura de Os sete maridos de Evelyn Hugo muito despretensiosamente. Percebi que existia uma certa comoção na internet por esse livro, mas eu não costumo me manter tão atualizada nos lançamentos, e nem me comover muito com o que fica hypado (é o medo de ter as expectativas frustradas). Como resultado, comecei a ler Evelyn Hugo depois de uma indicação (sem muitas explicações) de uma amiga. E fui surpreendida: a história é muuuuito boa. Tem bastante coisa que eu gostaria de comentar, mas acabaria trazendo spoilers e estragando a experiência, então vamo ver no que dá esse meu texto sem spoilers. Eu fingindo ser uma estrela de cinema (foi o melhor que consegui fazer kkk) O título me causou estranhamento porque é problemático ver mulheres reduzidas a seus relacionamentos amorosos como se isso fosse a coisa mais relevante de suas vidas. Mas logo compreendi a proposta: Fala-se dos sete maridos, mas a personagem principal é a Evelyn e todas as suas dimensões. Como um grande ami...
Nesse último mês eu estava fazendo um estágio no laboratório do hospital. Estava me sentindo em casa. Sabe, eu amo microbiologia. Acompanhar o crescimento dos microorganismos. Observar como cada agente se apresenta com colônias de cores, formatos, texturas e cheiros diferentes. A microbiologia é linda, eu adoro. Desde a faculdade eu sou fascinada pela microbiologia, e talvez isso tenha pesado para que eu escolhesse me especializar em infectologia. Estando no estágio do laboratório eu não tinha grandes obrigações, afinal o laboratório não poderia depender de mim para funcionar. Então a princípio eu apenas observava os técnicos trabalhando. Semeando nas placas. Corando lâminas de gram e ziehl. Testando coagulase.... seguindo o dia-a-dia. E até apenas isso já estava sendo bom demais. Tive "sorte" de estar em um mês com muitos achados interessantes, entre criptococos e bactérias multirresistentes. Até que na minha ousadia, com as lembranças da minha época de monitoria de microbio...
Comentários
Postar um comentário
Dispa-se ou vista-se. Como preferir.