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Livro | Jantar secreto (Raphael Montes)

Olá! Eu até tenho lido com certa frequência ultimamente. Bem, tanto quanto a residência e a minha ansiedade permitem. E Jantar secreto foi a última ficção que eu li. Me impactou tanto, que precisei vir aqui conversar sobre. Nem que seja pra falar sozinha.  Esse livro é do gênero que eu gosto de chamar de "gente jovem fazendo merda". E não é pouca merda não, tá? O que me incomoda é que cada vez que eu vejo o protagonista cavar a própria cova eu vejo que ele teria sim outra opção mais sensata. Mas, né, como já disse, o nome do gênero é "gente jovem fazendo merda", não precisa ter justificativa.  Eu entrei na onda de ler esse livro por causa de uma discussão que vi no twitter, em que diziam que ele se inspirava no enigma da carne de gaivota. Eu lembrei que quando eu era criança fui apresentada a esse enigma e levei um tempão para descobrir a resposta (no fim meu tio se cansou da minha burrice e me contou). A história do enigma me chocou, mas ao contrário do que pensei,...

Estou em São Paulo

Já contei pra vocês que estou fazendo um detox de celular. Deletei os aplicativos que eu mais usava no celular: twitter e instagram. Pensei em acessar pelo notebook quando desse vontade, mas nesse período eu só precisei abrir em dois momentos específicos. Engraçado. Eu tinha um pouco de FOMO quando estava no twitter, porque muita coisa viraliza e é legal você ver a coisa acontecendo em tempo real. E tudo o que acontece aparece no twitter primeiro.  Agora eu assisto uns vídeos no youtube, ouço uns podcasts e me dou por satisfeita, porque as principais informações acabam chegando até mim de uma forma ou de outra. Por exemplo, estou sabendo tudo sobre a participação da Camila Fremder no podcast Vênus Day Talks (o Vênus errado). É uma treta inútil? Sim. Mas me diverti muito acompanhando. Também estou sabendo que o instagram do Hytalo caiu depois de um vídeo que o Felca postou denunciando adultos que se aproveitam de crianças e adolescentes pra lucrar em cima de um conteúdo bastante duv...

Miojo

Esses dias eu fui tomar café da tarde na casa de um amigo e ele perguntou quando tinha sido a última vez que comi miojo. Nossa, acho que faz mais de 10 anos desde a última vez que comi miojo. Então ele disse que fazia muito tempo que ele não comia, mas que estava com tanta vontade que acabou comprando um e comendo no dia anterior. Pensei, nossa, que coincidência. Eu tenho sentido muita vontade de comer miojo ultimamente. Só não comprei por força do hábito mesmo. Mas parei pra pensar. Não é coincidência. Eu tenho visto algumas propagandas de miojo na tv e na internet, e nas redes sociais as pessoas tem falado muito de miojo e enaltecendo o de sabor tomate da turma da mônica. Eu nunca comi o miojo sabor tomate da turma da mônica e tive vontade de experimentar.  Essa influência me deixou meio chocada. Porque não foi diretamente um publicidade. E não parecia ser a intenção das pessoas que eu vi postando sobre. Eu geralmente sou muito consciente sobre as coisas que compro. E tudo bem qu...

Dez de julho

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Hoje é meu aniversário. Eu nunca gostei muito dessa data. Todas as felicitações sempre me soaram falsas, como se eu não merecesse ser tratada de forma especial. Afinal eu não fiz nada de especial. Eu apenas nasci. Nunca gostei de fazer alarde. Nunca quis festa. Sempre foi uma data que me remetia àquela mesma depressão de ano novo. Com o adicional de que eu seria o centro das atenções. Ontem a minha psicóloga me sugeriu ressignificar essa minha relação com meu aniversário. Tudo bem não querer fazer festa, mas não precisa ser um momento doloroso. Hoje uma colega me falou como ela gosta do dia do aniversário dela, que ela também não gosta de festa, mas que sempre faz alguma coisa especial, como um passeio, ou sair com alguém que ela gosta. Então eu resolvi sair.  Cheguei cedo de casa do trabalho. No fundo eu não queria ficar sozinha sem fazer nada. Não quero perpetuar esses sentimentos negativos. Tomei um sorvete na orla e fui ver o pôr do sol no rio vermelho.  Já é um bom começo...

Microbiologia, vacinas e registros

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Nesse último mês eu estava fazendo um estágio no laboratório do hospital. Estava me sentindo em casa. Sabe, eu amo microbiologia. Acompanhar o crescimento dos microorganismos. Observar como cada agente se apresenta com colônias de cores, formatos, texturas e cheiros diferentes. A microbiologia é linda, eu adoro. Desde a faculdade eu sou fascinada pela microbiologia, e talvez isso tenha pesado para que eu escolhesse me especializar em infectologia. Estando no estágio do laboratório eu não tinha grandes obrigações, afinal o laboratório não poderia depender de mim para funcionar. Então a princípio eu apenas observava os técnicos trabalhando. Semeando nas placas. Corando lâminas de gram e ziehl. Testando coagulase.... seguindo o dia-a-dia. E até apenas isso já estava sendo bom demais. Tive "sorte" de estar em um mês com muitos achados interessantes, entre criptococos e bactérias multirresistentes. Até que na minha ousadia, com as lembranças da minha época de monitoria de microbio...

Posso?

Faz tempo. E eu nem lembrava quanto. Na verdade faz menos tempo do que eu pensava. E isso nem é importante mesmo. Só me deixa ter direito a um pouquinho de futilidade. Eu tenho esse direito, não tenho?    O direito de não fazer sentido.    Se tenho, me deixa aproveitar dele hoje. Não estou afim de ser direta. O dia-a-dia já me obriga a ser direta o suficiente. E a obedecer as normas cultas o suficiente. Eu tenho esse direito, não tenho?    O direito a uma licença poética.    Não sempre, só de vez em quando mesmo. Já não lembro mais das minhas motivações. Vim aqui corrigir uns erros imaginários que nem são tão importantes assim.

Lucio

Estávamos os três almoçando enquanto uma colega contava que um médico idoso que a estava supervisionando deu em cima dela. Ele não chegou a ser um assediador nojento, abordou ela com certo charme até, convidando ela para jantar. Mas o momento não parecia o mais adequado. Além do que a colega não tinha mesmo interesse. - E você não aceitou o jantar?  - Não! Ele tem tipo... Duzentos anos!  - Oxe, se fosse eu, eu ia. - Tu ia o quê Lúcio! - Ia mesmo. Se eu fosse mulher eu não ia prestar não, gente.