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Rolezeirah e Vegetarianah - Bordejando no Capão (parte 3)

Ser vegetariana no Capão é muito de boas.  Durante a semana que passamos lá consegui me apaixonar pela culinária local, cheia de variedade vegetariana, vegana, orgânica. Percebemos uma forte onda naturalista, e faz sentido que boa parte da população não coma carne. Na Unidade de Saúde há até uma campanha de suplementação de Vitamina B12, mas isso é o de menos.  De uns tempos para cá tenho me aproximado da ideia e entendido que ao contrário do mito de que a comida vegetariana é muito cara. Seguir algumas pessoas como Vegano Periférico e Luísa Motta (Larica Vegana) me fez desmitificar essa visão. Na realidade, a comida vegetariana é muito mais acessível (mais barata) e pode ser muito gostosa, como comprovei no Capão. Digo isso porque vez ou outra faço refeições sem carne em alguns dias da semana, mas nada tão gostoso e bem temperado quanto o que experimentei nessa viagem. Mas falando da viagem. Houve dois lugares em específico que foram paradas obrigatórias du...

Casa de Pedra - Bordejando no Capão (parte 2)

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Dando continuidade à narrativa... Quando chegamos na Vila de Caeté-Açu fomos diretamente à pousada que passamos a chamar de "casa". Engraçado como em tão pouco tempo já reconhecíamos aquele lugar como um lar. Colocamos nossas bagagens lá e partimos para o nosso primeiro compromisso com Áureo Augusto, famoso médico da UBS de Caeté-Açu. Mas em outro momento falarei sobre Áureo. Agora vamos conversar sobre a nossa Casa de Pedra. Ai, gente. Eu sei que minhas narrativas não são lineares. Mas organizo os textos da melhor forma que dá. Lá na Casa de Pedra além da hospedagem também acontecem aulas de Capoeira de Angola. Então certas noites ainda assistimos uma partezinha das aulas, enquanto jantávamos do lado de fora, admirando a luta e a lua. Dividi um quarto com mais três colegas. Eu e Rafa, ficamos em um mezanino com varandinha que ficava na parte de cima do quarto, enquanto as outras duas ficavam embaixo em suas caminhas. Acordar, levantar, ir até a varandi...

Do Recôncavo para a Chapada - Bordejando no Capão (parte 1)

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Acredite ou não estou sendo cobrada a escrever sobre essa viagem.  É, apesar dos hiatos todos ainda tenho fãs. Creia. Vou dar a vocês um pouco de contexto antes de começar a narrar mais esse Bordejo: Sou estudante de medicina e atualmente estou no intenato - que é o nosso estágio - de Saúde Mental em Redes. Esse nosso rodízio do internato é bem diferentão. Perceba que não é um internato em Psiquiatria, mas em saúde mental, e isso faz toda a diferença. Mas explicar tudo isso é assunto para outro momento. Voltemos ao Bordejo. Uma das atividades do internato é uma imersão no Vale do Capão, que fica na região da Chapada Diamantina. Mais especificamente no município de Caeté-Açu, onde nos envolvemos em atividades da unidade básica de saúde local (vulgo postinho de saúde), além de conhecer a vila, e cuidar da nossa própria saúde mental também. O nome do projeto é "Trilhas e Raízes", e esse nome guarda uma relação com a natureza e com a ancestralidade, elementos chave de ...

Viajando sozinha para o meu intercâmbio nacional | CG Parte 1

Eu faço parte de uma associação de estudantes chamada IFMSA. A (carinhosamente chamada de) IF oferece inúmeras oportunidades de crescimento pessoal e acadêmico, dentre os quais se encontra o intercâmbio nacional. Intercâmbio nacional sim, porque o Brasil é um país tão extenso e plural que as experiências de intercâmbio dentro do próprio país são incríveis. Me inscrevi para o intercâmbio em junho do ano passado. Mas tive alguns problemas com o devido a situações que fugiam do controle do comitê que ia me receber (lembram dos atentados de facções criminosas em todo o Ceará durante os meses de janeiro e fevereiro desse ano? Então). Assim, fui transferida para ou outro comitê. E o universo quis que fosse a UFCG, em Campina Grande, Paraíba. Devido aos tais problemas que me referi, toda a organização para a minha recepção foi realizada em tempo recorde de aproximadamente 2 semanas. Nem sei como posso expressar a gratidão que tenho pelo comitê IFMSA Brazil UFCG por terem me recebido tão ...

A história do vídeo e o vídeo propriamente dito (Bordejando em Fortal)

Em quase todos os lugares que fomos fizemos pequenas filmagens inspiradas em um vídeo muito famoso de um casal de namorados que viajou por diversos países. A ideia de reproduzir isso foi de Joaquim. Ele adora essa coisa de imagens, fotos e vídeos. Mas Joaquim é uma pessoa incrivelmente enrolada. E esse vídeo só ficou pronto em outubro, e eu sei que metade do ano foi só pra escolher a música haha. Não tem nem graça mais postar no instagram, né? Ora, mas quem sou pra falar alguma coisa: olha só a data em que estou publicando esse post. E aproveito o momento pra dizer que estou impressionada com a minha memória haha. Finalmente o vídeo será divulgado e enaltecido. Acho que é a finalização mais apropriada pra essa minha série de posts sobre a viagem. Preciso comentar como Joaquim, Tê e Bel são modeletes, Kauai é palhaço e eu só sirvo pra tropeçar e perder esse chapéu? Achei bem Malhação esse vídeo. Gostay. Gostaria de deixar registrado também que pedi a Joaquim pra col...

Aventuras no Beach Park (Bordejando em Fortal)

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Um dos lugares mais esperados por nós era o Beach Park. Joaquim começou a seguir eles no snap tempos antes da viagem, pra ficar por dentro das novidades e dos melhores brinquedos, pra saber o que não podíamos perder. Spoiler: Fui em TODOS os tobogãs. EXCETO o insano. Quando eu contei pra uma amiga minha que eu não tinha ido no Insano ela ficou toda "como assim?? Em Natal você era a primeira da tirolesa!!". Sim, eu tenho essa faminha de aventureira, e tenho três justificativas para não ter ido no Insano. Posso pôr a culpa disso em três coisas: O Insano é exatamente o que o nome diz, e eu apesar de me considerar aventureira, estava com medinho sim. Ele é um toboágua aberto com uma inclinação surreal que dá à pessoa uma sensação de queda livre. Tem 43 metros de altura. E você desce em cerca de 3 segundos. Do tamanho de um prédio de 14 andares. De lá de cima vocês tem uma visão do parque inteiro (que não é pequeno), da praia, da rua, da c...

Primeiramente gostaria de agradecer a Deus, pois sem ele não estaríamos aqui (Bordejando em Fortal)

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Não tenho certeza se essa excursão foi um erro ou um acerto. Vamos tentar chegar a essa conclusão juntos. Uma coisa muito importante que pode te fazer virar fã, ou odiar excursões é a rigorosidade dos horários. Nós tínhamos muitos lugares pra conhecer, e  queríamos absorver tudo o possível de todos esses lugares (ou queríamos passar mais rápido por alguns outros), mas não era possível. Eu e meus amigos sempre fazíamos parte do grupo dos últimos a entrar no buzão a cada parada. No dia seguinte, comentamos com o taxista sobre a excursão, e ele nos disse que nós poderíamos ter feito o nosso próprio roteiro, em nosso próprio tempo, e contratar um taxi, que o preço não seria tão mais caro assim. Não sei se isso é verdade, pois não chegamos a fazer orçamento com o taxista. Mas a  excursão tem o conforto de ter todo o roteiro pronto e preparado por guias, que sabem quais são os lugares que mais valem a pena serem visitados. Eu valorizo muito o trabalho dos guias. E a  nossa...

Badalando e turistando na cidade (Bordejando em Fortal)

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Eu moro em uma cidade do interior. Não existem tantas opções de entretenimento que aceitem meia entrada (até o cinema passa a perna na gente em dia de estreia). Então não tenho necessidade de ter uma carteira de estudante. Mas fiz uma especialmente para essa viagem. E valeu à pena. Economizei bastante na entrada do Órbita e do Piratas Bar. Nem cito o Beach Park, porque aquele desconto que eles fazem é muito escroto. Vou trabalhar em tópicos, da forma mais resumida que eu conseguir. Vamos lá. Chico do Caranguejo Fomos ao Chico em um dia de show de humor. Aliás, uma coisa que não falta é show de humor. E bares badalados. E bares badalados com shows de humor. O atendimento era razoável, e o lugar estava muito lotado. Vou te dizer que eu não tinha muito dinheiro para gastar rs, mas foi uma noite agradável. Pirata Bar Você paga 50,00 pra entrar (no caso, paguei meia). Mas pense que vale muito à pena! Eles tem uma banda com um repertório maravilhoso e super eclético. T...

Quero morar naquele condomínio (Bordejando em Fortal)

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A nossa hospedagem foi escolhida por Kauai. Ele é quem sempre escolhe os lugares que a galeres fica quando sai pra viajar. E olha, ele acertou muito. Ficamos no VG Fun Residencial. Vila Galé. Isso mesmo. Ai que chic. Ficamos em um lugar com uma vista muito linda, na Praia do Futuro. Dava pra passear por aquela orla, e chegar à pé no Chico do Caranguejo, que é um restaurante muito conhecido por lá, e que visitamos (e foi ótimo! Preciso escrever somente sobre os bares/restaurantes que fomos). O que era ruim era o acesso. Tudo o que queríamos visitar dentro da cidade era muito longe. Mas sempre conseguíamos um taxi que cabiam seis pessoas (e olha, pelo menos durante o período em que fomos, o taxi era bem barato. Pelo menos muito mais barato do que em Salvador, com certeza). O lugar em que ficamos não era um hotel. Era um apartamento que nos foi alugado, com total acesso ao condomínio. Tivemos salão de jogos, sauna (que não estava funcionando durante o período, mas ok, a sauna er...

Bordejando em Fortal: uma saga que começou muito antes de começar

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Eu estava desejando muito essa viagem. É um grito de liberdade. Não é o lugar mais distante que já fui (estive em Belém). Mas foi a primeira viagem que não tem relação alguma com a escola ou a faculdade. E viajei de avião sem uma pessoa responsável (é minha segunda viagem de avião, a primeira foi pra Natal, com a escola, sim somos ousados). E pesquisei e planejei tudo com antecedência. É uma nova fronteira. Com certeza. Tive grandes preocupações com relação a essa viagem. Em primeiro lugar a ideia não foi minha, eu fui convidada, e os custos, a responsabilidade e toda essa nova fronteira que falei, em contrapartida com a excitação de fazer algo novo me deixou muito dividida. Mas fui incentivada por minha avó e pelos meus coleguinhas companheiros de viagem, e a minha crise passou. Tenho muitas dessas crises, a propósito. Nós planejamos por muito tempo. E a viagem aconteceu no início desse ano. Eu prometi a Rebecca que ia escrever sobre esse bordejo, e finalmente esse post vai sair!...

Bordejando em Piritiba - O sanfoneiro cochilou e a sanfona não parou e o forró continuou

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Nada mais junino do que curtir um forrozinho com a família e agregados (na verdade eu é que era a agregada) em clima de roça, tomando licor. O sanfoneiro resolveu convocar uma quadrilha improvisada, e descobri: gente sertaneja e gente paulista não sabe dançar quadrilha. Ficaram meia hora na grande roda. Mas se divertiram. O chão levantava poeira quando o pessoal dançava o xote, o baião e o xaxado. Todos voltaram pra casa com os pés sujos de terra. Ali, com o som, as pessoas, a plantação, o curral, o céu se apagando e a fogueira acendendo... Um momento tão bom que superou a festa da praça, com as bandas, o frio e a multidão.

A viagem contada em fotos #2

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Saímos do colégio (atrasados) e fomos para o aeroporto de Salvador. Pensei que íamos ficar que nem um bando de tabaréu, mas não. Fora uma mulher que disse que nós nem fila sabíamos fazer, ninguém pagou mico. A viagem de avião foi massa. Aquele fascínio de quem viaja a primeira vez e vê aquele mar de nuvens pela janela (ai ai). A parte pior pra mim foi na aterrissagem. Senti uma dor terrível nos ouvidos e não teve exercíciozinho que resolvesse. A dor passou quando pousamos, mas fiquei com o ouvido tapado o dia inteiro. Foi emocionante chegar no aeroporto e ver as guias segurando uma plaquinha escrito GRUPO DO IFBA. Me senti. hahaha Como somos muito sortudos, chegamos na Cidade do Sol (Natal pro leigo) em um dia de chuva! Nem conseguimos conhecer a o Forte dos Reis Magos naquele dia. No outro dia conhecemos o maior cajueiro do mundo. Mano, o bicho cobre uma área de cerca de 8.500m². É gigantesco, cê não tem noção. Ele cresce, entorta os galhos até encostarem no chão, ond...

Odoya

Minha mãe me chamou para ajudar com um balaio. Daí que ontem, dia de Yemanjá, pela primeira vez na vida fui de barco até o lugar onde entregam os presentes. A romaria é muito bonita. Barcos grandes, barcos pequenos, barcos ornamentados, lanchas suntuosas, barcos de pesca, jet skis... Música techno, músicas de Orixá, música brega, batucadas... Chegando ao local onde fiquei sabendo haver uma pedra embaixo, paramos e jogamos os balaios na água. Aí fica aquela expectativa de se vai afundar ou não, se ela vai aceitar ou não. Ao voltar para a Barra de Serinhaém, começou a Lavagem da Ponte: festa com direito à cerveja de graça, comida de graça, picolé de graça e até rolou briga - coisa de cachaça e mulher traída. Diversão completa e bem organizada, até. Conheci umas pessoas bacanas que conversam sobre o destino dos cus dos bêbados, voltei a falar com uma pessoa com a qual não trocava mais que umas monossílabas desde a 4ª série, arranjei uma sogra, um professor de matemática, ...

Antes que me matem - A viagem contada em fotos.

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Para começar, se você é do 2º ano e cursa turismo no IFBA campus Valença e finalmente sai em visita técnica, agradeça a Deus, a Jah, a Exu... Foto espontânea. Não pergunte o que esta garota estava fazendo. Se no meio do caminho você acha que precisa ter a maquiagem retocada... não se preocupe! Renata está aqui para isso. A viagem é longa. Sempre bate aquela maresia. Tudo bem. Cochilos, cantorias, lanches e paradas à parte, finalmente chegamos a Aracaju-SE. Primeiramente fomos conhecer a Orla de Aracaju Pena não termos sequer molhado os pés na praia.  Finalmente conheceremos a casa onde iremos ficar. A galera foi logo inaugurar a piscina [ Vou contar um segredo: A piscina era mega rasa e todo mundo se abaixou para tirar essa foto ] No shopping teve gente voando... Eu, Pêu e Leti (Apesar de não ter fotos Rogers pulou também) E gente gastando muitos dinheiros no playland e sentindo falta deles depois =D ...