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Livro | O Caso dos Dez Negrinhos (E não sobrou nenhum)

Ela conseguiu de novo. Me enganou direitinho, essa Agatha. Dez pessoas desconhecidas são convidadas por um tal de O. N. Owen para uma semana de veraneio numa misteriosa ilha recém adquirida por ele. Ninguém desconfia do terrivel plano que iria se seguir. Todos os convidados são acusados de crimes e saíram impunes por não haverem provas, ou sequer suspeitas. Talvez nem eles mesmos se considerassem assassinos... Mas há um "justiceiro" entre eles. A trama se desenrola na tentativa de descobrir quem é o misterioso senhor O. N. Owen. Se isso já não bastasse ele ainda se guia por um poema infantil. Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove; Um deles se engasgou e então ficaram nove. Nove negrinhos sem dormir: não é biscoito! Um deles cai no sono, e então ficaram oito. Oito negrinhos vão a Devon de charrete; Um não quis mais voltar, e então ficaram sete. Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis Que um deles se corta, e então ficaram seis. Seis negrinhos de uma colmei...

Livro | Cilada

Quando vi sobre esse livro na internet me encantei pela arte delicada da capa em contrapartida com o título Cilada. O que me veio à mente foi alguma história sobre uma pessoa que caiu numa armação por ser ingênua. Quando li a sinopse, pensei que tinha que lê-lo. Me encantei até pelo mais bossal dos personagens e não conseguia acreditar que Dan era um criminoso. A todo o momento Harlan Coben nos dava elementos para que pudéssemos ligar os pontos e chegar às nossas conclusões, porém ao passar para o próximo capítulo toda a nossa teoria é destruída. Num jogo de mentiras - Ninguém Consegue Escapar Das Próprias Mentiras, lembra? - a jornalista Wendy Tynes, busca a verdade, pois não consegue aniquilar a culpa por poder ter causado a morte de um inocente. Além das mortes misteriosas e personagens que parecem ter muito a esconder, há espaço para que percebamos uma sociedade repleta de machismo e uma justiça que não é cega. Nesse livro uma pessoa é "culpada até que se prove o contrário...

Livro | A Teia da Aranha

Esse na verdade foi o primeiro livro da Agatha que eu li. Não é tão recente, mas não faz assim tanto tempo. Ainda lembro da história e das críticas que li depois e das minhas impressões. A história d A Teia da Aranha , originalmente, é de uma peça escrita pela Agatha e que foi adaptada por Charles Osbourne. Assim não é de se admirar que o romance fuja da escrita convencional da Rainha do Crime.  Com personagens envolventes, como Clarissa, que prefere o mundo da fantasia à realidade, seu marido convencional - que é praticamente um figurante - e seus amigos, que fazem de tudo por ela, e claro, a enteada Pipa, que é amada por eles. Por exemplo, eu poderia dizer a mim mesma, "Imagina se uma bela manhã eu descesse e encontrasse um cadáver na biblioteca, o que eu faria?". Ou "Imagina se um dia aparecesse uma mulher dizendo que ela e Henry haviam se casado em segredo em Constantinopla e que nosso casamento era bígamo, o que eu diria a ela?". Ou "Imagina se eu...

Livro | O Natal de Poirot

Estou me tornando fã de Agatha. Não fosse pela minha falta de tempo, eu com certeza teria devorado esse livro bem rápido. (...) Demonstrou também o desejo de " um assassinato dos bons, violento e cheio de sangue". Um assassinato que não houvesse dúvida de ser assassinato! Pois esta é a história que escrevi especialmente para você.  Pois é assim, com esta dedicatória que iniciamos a leitura desse romance. Trata-se de uma trama envolvendo os ingredientes necessários para um bom mistério: muitos suspeitos, um crime cometido dentro de um quarto trancado por dentro e pistas confusas. É o primeiro livro que leio com a participação de Hercule Poirot, e já simpatizei com o jeito observador dele. Poirot reune pistas e formula teorias em sua mente e até nos dá algumas dicas, mas não explicita o que está pensando, nem mesmo para seus companheiros de investigação, quero dizer, ele nos indica sua linha de raciocínio, mas ficamos se saber de quem ele está suspeitando, ou mesmo se suspe...