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Cabelos

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Meu cabelo estava horrível. Péssimo. Pedi uma chapinha emprestada e fui alisar. Eu até me viro com a chapinha, mas nunca sai lá muito bem feita. O cabelo não fica tipo Naomi Campbel, que é o objetivo da coisa. Fazia algum tempo que eu estava vivendo igual a um zumbi (coisas de fim de semestre). E fazia algum tempo que eu não colocava meus pezinhos em um salão (coisa de desleixo ou falta de paciência ou falta de dinheiro, entenda como quiser). De forma que assim que terminei a chapinha e olhei no espelho e enxerguei Mortícia Adams. Tomei pavor àquela imagem que estava me encarando do espelho e num acesso de loucura fiz algo que uma vez na cadeira do salão de Andréia três anos antes eu tinha jurado nunca mais fazer: peguei a tesoura. Vamos voltar a três anos atrás. Adoro flash backs . Eu ainda estudava no CEFET/IFBA. Conversando com uma amiga e a amiga da minha amiga, veja bem ela não era minha amiga mas era amiga da minha amiga, ela poderia ser minha amiga, nada contra s...

A arte de jogar tudo pra cima pra assistir Hannibal

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Tem momentos que não dá. Não tem como dar conta. E precisamos jogar tudo pra cima mesmo. Nem que seja pra catar de volta depois. Tenho andado muito estressada por diversos motivos que incluem duas apresentações que preciso fazer amanhã. Vai dar certo (pelo menos tenho que ser otimista), mas a ansiedade persegue! Aqueles pensamentos de que vou falar merda, de que vão me criticar, de que vão fazer perguntas que não sei responder... essas coisas que fixam na sua cabeça igual música da Anitta ih pra escandalizar, dar a volta por cima não param até te ver pirando. (vem na maldade com vontade chega encosta em mim hoje eu quero e você sabe que eu gosto assim ah ah ah ah ah ah ah -essa parte eu só coloquei porque sei que você vai continuar cantando sem querer, a não ser que você seja underground demais pra Anitta) Ontem eu precisei jogar tudo pra cima. Mesmo que depois eu tenha ido dormir de madrugada re-re-re-reelaborando minhas apresentações e tenha acordado cedo ho...

Uma deliciosa torta de chocolate

Nos últimos dois anos participei de um evento chamado Fórum 20 de Novembro, sobre a consciência negra. Sempre ocorrem oficinas de valorização da cultura negra, mais palestras relacionadas a diversos temas relevantes para a saúde, história, educação, empoderamento... Eu gosto. Os afazeres desse semestre (TCC, trabalhos, estudos de caso, reuniões de grupo.......) me fizeram ficar tão alheia que não me dei conta de que já era 20 de Novembro. É isso. Eu queria celebrar de alguma forma. E já estava tão saturada de tantos textos, que assistir um filme foi uma boa pausa. As postagens do facebook me indicaram "Histórias Cruzadas" (e me deixaram curiosa com relação ao bolo de chocolate). Que filme sensacional! Se passa nos anos 60, no Mississipi, em meio a uma sociedade extremamente racista, na qual as relações estão tão naturalizadas que ninguém contesta, mesmo quem não concorda, e se sente infeliz nessa vida de desigualdades. Ninguém exceto Skeeter, essa mulher estranha em ...

Você sabe como faz um bonsai?

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Bom, eu também não sei. mas o irmão de uma amiga minha sabe. Essa minha amiga, Rebecca, é contra os bonsais. Por que ela acha que é contra a natureza, que machuca as pobres plantinhas, atrofia o crescimento delas. Usa-se fios de cobre ou alumínio encapado para moldar a planta. O site cultivando ensina como fazer, e garante que esse processo não machuca a planta (afinal isso prejudicaria a planta e o bonsai não ficaria bonito). Mas eu não entendo nada de bonsai apenas li superficialmente algumas coisas e ouvi atentamente o discurso de Rebecca, mas o que realmente me motivou a escrever este post foi a rebeldia desta planta: (Fonte: cool thing of the day ) Mandei essa foto para a minha amiga e ela respondeu: "EU ACHO É POUCO PARA O DONO DESSE BONSAI" E é com essa bela imagem de perseverança e rebeldia que começamos o dia hoje. See ya!

Bordejando em Piritiba - O sanfoneiro cochilou e a sanfona não parou e o forró continuou

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Nada mais junino do que curtir um forrozinho com a família e agregados (na verdade eu é que era a agregada) em clima de roça, tomando licor. O sanfoneiro resolveu convocar uma quadrilha improvisada, e descobri: gente sertaneja e gente paulista não sabe dançar quadrilha. Ficaram meia hora na grande roda. Mas se divertiram. O chão levantava poeira quando o pessoal dançava o xote, o baião e o xaxado. Todos voltaram pra casa com os pés sujos de terra. Ali, com o som, as pessoas, a plantação, o curral, o céu se apagando e a fogueira acendendo... Um momento tão bom que superou a festa da praça, com as bandas, o frio e a multidão.

Bordejado em (plantei um sítio no sertão de) Piritiba

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Você conhece a música "Capim Guiné", de Raul Seixas? Então, foi inspirada nessa cidadezinha na qual me encontro. E inspirou o nome da pousada que visitei. Fomos ao Capim Guiné ver um samba que estava rolando por lá. Olha, que lugar bacana. Toda a estrutura é rústica, sem acabamento na parte externa das construções, mas bem acabado por dentro. Eles espalharam ainda cartazes bem humorados e com um linguajar caipira. É proibido "mijar" no canteiro de flores, e as mulheres podem ir no "çanitario de mulé", dentre outras coisas. O ambiente é muito agradável, bonito, acolhedor. Me apaixonei. O samba que estava sendo tocado, não era samba de roda como eu estou acostumada, mas samba de viola, também chamado de chula. Os cantores tinham habilidade de repentistas, e os espectadores tinham um jeito peculiar de bater palmas no ritmo da música. E algo que achei bem interessante, foi como durante boa parte do tempo só havia homens dançando.

Uma imagem

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... capaz de resumir como estou me sentindo física e mentalmente nesses últimos dias: